Pular para o conteúdo principal

23/03 - De Humahuaca a Taco Pozo - Argentina

Dizem que um bom viajante não tem planos fixos, se deixa levar pela estrada sendo flexível a tudo o que aparece, afinal, depois de um tempo na estrada aprendemos que "as pessoas não fazem viagens, são as viagens que fazem as pessoas".

Bem, como decidimos que a partir de Humahuaca o nosso rumo seria mesmo para casa, durante todo o trajeto o coração ficou apertado por não ir ao Atacama, principalmente ao passar pela placa de acesso a rodovia para o Chile, mas... paciência, bora continuar a aventura para que muitas outras venham.


Humahuaca e suas referências ao Che :-)


Pegamos a Ruta 9 sentido Salta, e depois a Ruta 16, para a 16 não tinha placa e por isso passamos uns 15 kms da entrada rsrs ainda bem que paramos para almoçar e, papo vai papo vem com o dono... ele nos indicou o caminho correto.

A Ruta 9 está em ótimo estado, sem contar que as montanhas coloridas são realmente encantadoras *-*





A Ruta 16 já não está tããão boa assim. Nesse momento da viagem estávamos com um problema sério: Tínhamos dólares \o/ e não tínhamos nada de pesos argentinos /o\ , chegamos ao ponto de parar pra abastecer e apenas eu estava com uns trocados no bolso, abasteci 126 pesos, 80 na minha moto e o restante na do Boni, a coisa tava feia rsrs.



Mas sabíamos que no fim as coisas dariam certo ;-) rsrsrs


Estávamos totalmente sem grana mesmo, anoiteceu e só passávamos por cidades pequenas, era domingo e tbm não passamos por nenhuma casa de câmbio ao longo do dia, os hotéis e boa parte dos postos não aceitavam cartões.... tava complicando rsrs, mas sabe aquela parte que as viagens é que nos formam? Sendo flexíveis e sem frescura as coisas se ajeitam, decidimos entrar numa cidade pequenininha chamada Taco Pozo, só tinha um hotel por lá de acordo com os moradores e dois postos de gasolina.


Chegamos no hotel e o Boni foi falar com a moça da recepção, umas ligações para o dono... e eis que o próprio cara iria trocar dinheiro pra gente, além disso o hotel nos atenderia super bem, banho quente, quarto individual, café da manhã e até wi-fi (tudo bem que não navegava mas quem éramos nós para reclamar né rsrsrs) . O cara do hotel trocou 200 dólares a 8 pesos cada, 2 a menos que as casas de câmbio pagavam mas nessas horas tudo tava valendo rsrs. O quarto foi 90 pesos e 15 o café da manhã, com isso iríamos conseguir "até" jantar com mta tranquilidade rsrsrs.

Uma coisa curiosa é que era noite de festa por lá, o time da cidade tinha ganhado um campeonato e a galera tava rodando e batucando pelas ruas rsrs

O hotel no dia seguinte :-)


E os capacetes imundos na noite que chegamos rsrs


Apesar da preocupação sobre como resolveríamos a situação da grana, esse dia foi interessante pelo fato de que juntos e com as muitas tentativas as coisas se acertaram, não adianta ficar um culpando o outro ou se estressar com as adversidades, o que adianta é dar risada e tentar!!! Simples assim!!! Se for necessário vamos bater de casa em casa, hotel em hotel até achar um que se enquadre dentro das nossas necessidades, vamos sempre nos apoiar e ajudar um ao outro pro que der e vier, companheiros de estrada funciona assim, e no final ainda vamos dar risada com os capacetes sujos na mão e com a alegria de continuar percorrendo sempre.

Comentários

  1. Oba, mais um capitulo, curto muito tudo isso rsrs

    ResponderExcluir
  2. Bom demais!! Mais uma vez demonstrando que têm espírito "viageiro".

    haendel

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A primeira de muitas - Ponta Grossa, Curitiba e Antonina - 07 a 11 de Julho

Como diz Fernando Pessoa, "a vida é o que fazemos dela", e para viajantes, a fazemos muito mais bonita!

Assim foram os dias 07 a 11 de Julho, onde o Cassiano e eu percorremos as estradas de São Paulo e Paraná. Certa vez li que uma viagem vem para nos tornar conhecedores de si mesmos e sinceros nas atitudes, e essa viagem veio pra solidificar ainda mais nosso sentimento, proporcionar conhecer ainda mais um ao outro, sentir nossa alegria em estar junto e dar a certeza que desejamos muitos e muitos kms de alegria, as vezes cada um com sua moto...as vezes os dois em uma moto...de ônibus...a pé...não importa, o que vale é estarmos sempre cheios de expectativas e abertos para as novas experiências que estão surgindo.

Mas senta que lá vem história...

No dia 7 saí de Jundiaí e fui encontrá-lo em Capão Bonito, de lá seguimos pra Ponta Grossa, nosso primeiro destino. Nosso objetivo por lá era conhecer a Abadia da Ressurreição, um mosteiro muito bonito cujos monges belamente apresentam…

Uma pessoa especial...

Sou uma motociclista que sempre foi independente, dona de si e que se esforça em realizar os sonhos de estrada, mas tbm sou uma mulher que, junto com as aventuras de ir longe...tbm sonha em ter a cia de alguém especial, que encontre um sorriso ao lado quando acordar em algum hotel por aí, alguém que queira dividir momentos, sonhos, família e muito carinho.

A música abaixo do Paolo representa bem o que eu sentia:

"Quero uma pessoa como eu Que me aceite como eu sou Que precise de carinho e de amor Quero uma pessoa como eu Que aprenda a me escutar Que entenda o que diz o meu olhar Que não fique por ficar Quero alguém afim de viajar no por do sol
Que acenda no meu céu todas as estrelas do prazer
Eu só quero alguém pra me seguir Pra chorar e pra sorrir, aonde eu for Que não goste de mentir, que não saiba nem fingir Que me de muito valor na hora que eu me entregar
Mas eu só quero alguém pra me seguir Pra chorar e pra sorrir, aonde eu for Que não goste de mentir, que não saiba nem fingi…

15/11 - O dia que as coisas não saíram como o planejado

"Se algo pode dar errado, dará!" 
Esta é a famosa lei de Murphy, e é impressionante como se contextualiza em viagens de moto. No nosso Giro não poderia ser diferente, e pra falar a verdade, ela veio a tona dia 15/11 , o dia em que NADA deveria ter dado errado.

Bem, saímos pela manhã do hotel Liporaca, em Rio Gallegos.


O Alfredo estava tbm quase pronto pra sair, mas como ele anda muito e estava com uma BMW fomos na frente, mas não demorou muito para que nos alcançasse.

Nos ajudou muito explicando como proceder na Aduana, pois neste trecho passamos pelo Chile, acredito que menos 300 kms, mas é necessário seguir os procedimentos de entrada e saída do país.

O dia já não começou muito bem quando pedi a caneta emprestada do atendente chileno. Ele emprestou e falou para devolver, ok, mas emprestei pra um dos colegas, que foi passando para outro, e para outro, e depois chegou um ônibus... todo mundo usando... quando fui ser atendida, qual a primeira coisa que o atendente pediu? A …