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21/03 - de Uyuni a Villazón - Bolívia

Dizem que não existe felicidade e sim momentos felizes, e são esses que ficam gravados em nossa memória e coração. É curioso pensar nisso porque mesmo já fazendo vários dias que voltamos da  viagem, ainda é possível lembrar a aventura e os desafios dia a dia, e trago mais um aqui pro blog, quando fomos de Uyuni a Villazón - Bolívia.

Para pegarmos apenas asfalto saímos de Uyuni pegando a estrada pra Potosí novamente, aquela mesma que nos havia deixado encantados anteriormente, ver de um outro ângulo só revelava novas paisagens, ficando a cada quilometro mais linda *-* mas dessa vez resistimos a parar de metro em metro pra tirar foto rsrs indo  direto a Potosí.

Em Potosí almoçamos praticamente no meio da rua, enquanto temos barracas que vendem lanches, churrasquinho e coisas do tipo, lá servia comida mesmo, e sinceramente, tava melhor que muito restaurante!!! Uma encorpada sopa de macarrão com legumes e suco de pêssego, nunca fui muito fã de sopa, mas nessa hora qualquer coisa desce rsrs 



E ainda lembro da senhora que nos serviu tirando um sarro de mim, dizendo que eu não ia crescer mais, poderia sentar pra comer tranquila rsrsrs Se reparar bem na foto abaixo da pra ver a borda da saia da senhora atrás da mesa, ela via a câmera e logo começava a rir e se esconder kkkkk


Tivemos trabalho para sair de Potosí, como toda cidade boliviana um pouco maior ... o trânsito é caótico, faltam placas e informações. Como estávamos sem GPS o jeito foi perguntar onde era a saída para Tupiza, e cada um nos mandava para um canto da cidade. Perdemos um booom tempo nisso, infelizmente, mas no fim deu tudo certo. Uma coisa curiosa é que parada no trânsito mesmo, algumas pessoas passando na calçada davam as boas vindas a cidade kkkkk gesto muito interessante, mas mal sabiam que o que queríamos mesmo era dar o fora de lá o quanto antes kkkkkk, mas essa situação me fez lembrar das muitas histórias que ouvimos sobre a falta de receptividade e problemas na Bolívia, fomos privilegiados porque não tivemos nenhum, exceto o picareta do pedágio saindo de Potosí mesmo, paramos pra perguntar e ele foi o único que nos cobrou em todo o país, 2 bolivianos por moto, papo muito estranho ¬¬'

A estrada entre Potozí e Tupiza tem um ótimo asfalto, algumas partes parecem concreto mas é boa tbm, só precisa de atenção nas subidas pois alguns trechos há manchas de pneu que se misturam as manchas de óleo, então cada curva requer muito cuidado, e curva... é o que não falta.


A paisagem mudou drasticamente na descida, era uma relva baixinha, empoeirada e meio seca, típica de clima desértico. Há poucos vilarejos ao longo do caminho e não passamos por nenhum posto de gasolina, abastecemos apenas em Tupiza mesmo, imagine minha preocupação, tanque na reserva e nada de cidades e postos, mas como não dá pra puxar muito na velocidade ela fez uma boa média e chegou bem no posto. Em Tupiza foi o único posto que nos deu nota com a quantidade de combustível comprada. Explicaram que este é um requisito para estrangeiro porque nas "Pesages" (pedágios) podem pedir para saber quanto foi abastecido, fiscalizando assim possíveis contrabandos de gasolina.



No caminho de Tupiza a Villazón (a última cidade boliviana) tbm sem surpresas e sem grandes mudanças na paisagem.



Chegamos em Villazón perto das 19 hs, e com o receio do que nos aguardava na Argentina tomamos a pior decisão da viagem: Nos hospedarmos por lá e passar na fronteira apenas no dia seguinte. Ficamos no hotel central, um bom hotel mas com o mesmo problema que encontramos em todos de Villazón: não tinha wi-fi =/ . Ahhh pagamos 90 bolivianos cada pela hospedagem.

Uma coisa curiosa foi uma "apresentação" nas ruas por lá, depois descobri que era aniversário do colégio da cidade e alunos e professores estavam rodando por todo o centro, acho que isso já é algo que se perdeu aqui no Brasil.


Bem, até aqui foram 6883.8 kms, mas vamos que vamos pq ainda tem muito chão pra rodar ;-)


Comentários

  1. Perrengues.... Sempre eles!..rs O relato continua excelente!
    haendel.

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